O Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) identificou que municípios potiguares acumularam uma dívida de R$ 33 milhões com seus Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) ao longo de 2024. O montante corresponde a contribuições patronais, de servidores e parcelas de acordos de parcelamento não quitadas.
O levantamento foi feito pela Diretoria de Controle de Pessoal e Previdência (DCP), que analisou 41 regimes municipais. Como resultado, foram instaurados 15 processos de Representação para aprofundar a apuração de responsabilidades.
Municípios com maiores débitos
Entre os 16 municípios com irregularidades, os maiores valores devidos se concentram em São Paulo do Potengi, Tangará e Goianinha, que juntos superam R$ 16 milhões. A lista completa inclui ainda: Alexandria, Boa Saúde, Ceará-Mirim, Itaú, Lajes, Lajes Pintadas, Macau, Messias Targino, Olho d’Água do Borges, Patu, São Vicente, Senador Elói de Souza e Vera Cruz.
Além disso, em 12 municípios foram detectadas falhas nos repasses descontados diretamente dos contracheques dos servidores. Os maiores débitos ocorreram em:
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Patu: R$ 416 mil
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Macau: R$ 412 mil
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Boa Saúde: R$ 273 mil
Parcelamentos descumpridos
O relatório também apontou que cinco municípios não pagaram parcelas de acordos de parcelamento até dezembro de 2024. Os casos mais críticos envolvem:
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Itaú: R$ 4,48 milhões
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São Paulo do Potengi: R$ 2,1 milhões
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Patu: R$ 1,6 milhão
Segundo o TCE, essa prática cria um “ciclo vicioso”: o município deixa de repassar as contribuições, parcela a dívida e volta a descumprir os pagamentos, aumentando o risco de desequilíbrio financeiro dos regimes.
Riscos para os servidores
Em nota, o Tribunal destacou que a regularidade dos repasses é condição essencial para a segurança dos regimes e dos servidores. O documento alerta que o inadimplemento pode resultar em:
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desequilíbrio financeiro e atuarial do sistema previdenciário;
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ônus adicional aos cofres municipais com juros e multas;
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impedimento à emissão do Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP).
O TCE/RN informou que continuará monitorando a situação e cobrando medidas para garantir a sustentabilidade dos regimes próprios de previdência nos municípios.