A segurança pública do Rio Grande do Norte apresentou resultados positivos no combate à criminalidade em 2025. Entre janeiro e agosto deste ano, os roubos a residências caíram 35,7% em comparação com o mesmo período de 2024.
De acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira (11) pela Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED), foram 383 ocorrências registradas em 2025, contra 596 casos no ano passado.
Outro destaque do levantamento foi a redução dos roubos a estabelecimentos comerciais. O número caiu de 527 casos em 2024 para 355 em 2025, o que representa uma queda de 32,6%.
Os dados recentes que mostram a queda nos roubos a residências e estabelecimentos comerciais no Rio Grande do Norte se somam a uma trajetória de melhora mais ampla nos indicadores de violência no estado.
A SESED, por meio da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (COINE), começou em 2011 a compilar, em padrão nacional, os números sobre Mortes Violentas Intencionais (MVIs) — categoria que engloba homicídios dolosos, latrocínios, feminicídios, lesões corporais seguidas de morte e mortes por intervenção policial.
Pico da violência e a curva de queda
O ano de 2017 marcou o ponto mais crítico da série histórica, com aproximadamente 2.412 mortes violentas registradas. A partir daí, os índices entraram em trajetória de queda contínua.
Em 2024, por exemplo, o estado registrou cerca de 835 mortes violentas, o menor número desde o início da série histórica em 2011. Entre 2019 e 2024, a redução acumulada é de 42,6% nesse tipo de ocorrência.
Comparativos regionais e nacionais
No cenário comparado, o Rio Grande do Norte se destaca como o primeiro estado do Nordeste com maior redução de mortes violentas entre 2017 e 2024 e aparece em segundo lugar no Brasil nesse recorte, com uma queda de aproximadamente 64,6%.
Além disso, em diferentes cortes temporais — como primeiros semestres ou quadrimestres — o RN vem apresentando os melhores resultados dos últimos 12 a 14 anos, reforçando a tendência de que a diminuição da violência não é pontual, mas consistente.